Gosto muito desta nova estória da Carochinha. É que gosto mesmo.
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23.1.08
22.1.08
Música para os meus ouvidos
Em época de remisturas, nada se perde, tudo se (re)inventa. Gosto de ouvir a Alanis a cantar Seal, os Freemasons a cantar Alanis e o David Fonseca a cantar Elton John.
15.10.07
Escrito no vento

Enquanto não arranjo tempo para postar aqui um resumo fotográfico do que foi a minha passagem recente por terras bascas, penso em como saudar mais uma semana sem me deixar abater por hoje ser... segunda-feira.
Nada melhor do que me imaginar a viajar no vento. Sem rumo.
E como trilha sonora escolho uma música dos The Fray que foi utilizada - e bem utilizada - para promover a terceira temporada de uma série que vale cada minuto que perco com ela: A Anatomia de Grey. Com vocês, How to save a life. Boa semana!
30.7.07
Sorte
A semana começa trazendo consigo a canícula dos dias que ficaram para trás. Eu sei que andámos a pedir, a clamar por um Verão digno desse nome, mas, por mim, não precisava ter chegado com tudo. Salve-se a rara oportunidade de me proporcionar umas noites amenas, que me lembram a infância e a mais tenra juventude, e vão sendo escassas nos dias de hoje. E tudo o que apetece agora é ficar longe do trabalho (impossível para já), ficar a ver a vida correr sem pressas, sair para a rua, colocar uma mesa ao ar livre e ficar à conversa com pessoas de quem se gosta. Tudo regado com muita sangria, de preferência branca ou de espumante, bem gelada! Como música de fundo pode ser esta que descobri, faz pouco tempo, da Vanessa da Mata com o Ben Harper. Adoro. Boa Sorte. Boa semana!
27.7.07
Bom fim-de-semana!
Aimée Mann esteve em Lisboa no dia 25. Não fui vê-la, para pena minha. Mas tive a oportunidade de rever o filme. Para quem não sabe, ou não se lembra, a música desta senhora foi um fio condutor fundamental na trama de Magnolia, com Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman e Tom Cruise, entre outros. Não é um filme fácil, mas é um filme essencial para nos (re)lembrar que mesmo o remorso, o sofrimento ou a mágoa das palavras não ditas na hora certa não são definitivos. Estamos sempre a tempo de recomeçar. Assim sejamos capazes de o entender. Deixo-vos aqui Wise Up com os votos de um bom fim-de-semana! Esta trilha, belíssima a meu ver, foi um pouco banalizada devido à sua forte mensagem, mas ainda hoje não me livro de um arrepio sempre que a escuto.
10.7.07
O olhar

Gosto do olhar. Aliás, gosto de muitas outras coisas na expressão. Mas um olhar pode dizer tanto. Um olhar pode dispensar as palavras. Um olhar não se intimida com o silêncio. Hoje acordei assim, a apetecer-me ouvir de novo uma música que ficou (a música e o filme). Para quem quiser, The Blower's Daughter, por Damien Rice, e também uma versão, interpretada por Ana Carolina e Seu Jorge, que um amigo brasileiro me fez descobrir um dia destes. É isso ai.
15.5.07
A vida não pára
PACIÊNCIA
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Esta música, cantada por João Pedro Pais e Mafalda Veiga (que recuperam assim uma letra fantástica de Lenine e Dudu Falcão), ficou-me no ouvido. A vida não pára. É raro o dia em que não sinta a vida a passar muito rápido, mas em vez de me afligir por estar a ficar mais velho, deveria antes afligir-me por a vida estar a passar sem eu dar importância e sem abrir espaço a coisas fundamentais. A vida é tão rara. Eu sei, mas, às vezes, esqueço-me.
11.5.07
Bom fim-de-semana!

Acho piada à Maria João, e não é de agora. Gosto da intérprete de jazz, que sabe improvisar como só ela, mas também da artista que soube criar um estilo próprio e nos passa uma tranquilidade só possível a quem está de bem com a vida. Andava curioso em relação ao seu último trabalho, João, em que empresta a alma e a voz a 14 clássicos da música brasileira (Powell e Vinicius, Ary Barroso, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Lenine, Carlinhos Brown, Marisa Monte, entre outros). Mais do que apenas versões, Maria João, que na capa do CD tem qualquer coisa de Frida Kahlo, torna estas músicas suas. Eu que já me deliciei outrora com a sua interpretação de Beatriz, de Chico Buarque, não espero menos agora. Vou ouvi-la este fim-de-semana.
26.4.07
23.2.07
Bom fim-de-semana!
6.2.07
A caminho da Babilónia
Caetano Veloso cantou SAMPA assim:
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui
eu nada entendi da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee,
a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi de mau gosto,
mau gosto é que Narciso acha feio o que não é espelho
e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
afasto o que não conheço
e quem vem de outro sonho feliz de cidade
aprende de pressa a chamar-te de realidade
porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas,
favelas da força da grana que ergue e destrói coisas belas
da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Panaméricas de Áfricas utópicas,
túmulo do samba mais possível
novo quilombo de Zumbi
e os novos baianos passeiam na tua garoa
e novos baianos te podem curtir numa boa.
23.1.07
Músicas do Mundo (2)
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São os dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
(Encontros e Despedidas, na voz de Maria Rita)
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São os dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
(Encontros e Despedidas, na voz de Maria Rita)
20.1.07
Músicas do Mundo (1)
Não sei se já vos aconteceu, mas comigo passa-se frequentemente. Estou num determinado lugar e escuto uma música, que posso até já conhecer, mas, a partir dessa altura, uma e outro passam a ficar associados para sempre na minha memória. Um desses (felizes) acasos deu-se entre uma música de Katie Melua e uma estada em Marrocos. Estava alojado no Dar Zemora, uma casa esplêndida nos arredores de Marraquexe, e das janelas do meu quarto verde-jade podia ver o jardim, onde, lembro-me bem, as primeiras rosas, as soberbas rosas marroquinas, começavam a despontar. Ainda era Inverno na Europa, mas por ali vivi uma Primavera temporã. Na aparelhagem, também não esqueço, não parava de tocar Nine Million Bycyles. É como ela, e com um punhado de rosas, que vos desejo um bom fim-de-semana.
There are nine million bicycles in Beijing
That's a fact,
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die.
We are twelve billion light years from the edge,
That's a guess,
No-one can ever say it's true
But I know that I will always be with you.
I'm warmed by the fire of your love everyday
So don't call me a liar,
Just believe everything that I say
There are six BILLION people in the world
More or less
and it makes me feel quite small
But you're the one I love the most of all
We're high on the wire
With the world in our sight
And I'll never tire,
Of the love that you give me every night
There are nine million bicycles inBeijing
That's a Fact,
it's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die
And there are nine million bicycles inBeijing
And you know that I will love you till I die!
(Nine Million Bicycles, Katie Melua)
That's a fact,
It's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die.
We are twelve billion light years from the edge,
That's a guess,
No-one can ever say it's true
But I know that I will always be with you.
I'm warmed by the fire of your love everyday
So don't call me a liar,
Just believe everything that I say
There are six BILLION people in the world
More or less
and it makes me feel quite small
But you're the one I love the most of all
We're high on the wire
With the world in our sight
And I'll never tire,
Of the love that you give me every night
There are nine million bicycles in
That's a Fact,
it's a thing we can't deny
Like the fact that I will love you till I die
And there are nine million bicycles in
And you know that I will love you till I die!
(Nine Million Bicycles, Katie Melua)
15.1.07
E assim começa um novo dia...
Para começar a semana em beleza, um refrão de Vanessa da Mata para dois contos sem idade e sem certezas absolutas. Parece-me bem.
(O Príncipezinho, de Saint-Exupéry, direitos reservados)Onde ir
Eu não sei o que vi aqui / Eu não sei para onde ir / Eu não sei por que moro ali / Eu não sei por que estou / Eu não sei para onde a gente vai / Andando pelo mundo / Eu não sei para onde o mundo vai / Neste breu vou sem rumo / Só sei que o mundo vai de lá pra cá / Andando por ali / Por acolá / Querendo ver um sol que não chega / Querendo ter alguém que não vem.
Eu não sei o que vi aqui / Eu não sei para onde ir / Eu não sei por que moro ali / Eu não sei por que estou / Eu não sei para onde a gente vai / Andando pelo mundo / Eu não sei para onde o mundo vai / Neste breu vou sem rumo / Só sei que o mundo vai de lá pra cá / Andando por ali / Por acolá / Querendo ver um sol que não chega / Querendo ter alguém que não vem.
(Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, ilustração de Arthur Rackhar, direitos reservados)
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