25.10.07
Frase do dia
4.9.07
Viver e aprender
Agora digam lá se não há vida inteligente às tantas da manhã num serão televisivo?!
30.7.07
Sorte
11.7.07
A propósito

9.7.07
De volta ao aconchego
Ponto um Eu sei que a Luana é bonita e tal, mas que abusei da vossa paciência ao deixá-la aqui por mais de duas semana sem postar nada de novo. Que saibam: as vossas reclamações foram devidamente registadas. E só por causa disso não vou colocar o ensaio fotográfico que a a moça fez para a revista Trip por ocasião dos seus trinta anos. Sim, ela também já chegou lá...
Ponto dois Fui contrariado, mas voltei da Bahia com o axé em cima. Para os que, como eu, julgavam que axé era só um tipo de música, saibam que axé, antes de mais, é sinónimo de astral. Bom astral. Gostei particularmente das caminhadas que fiz na Chapada Diamantina (o Morro do Pai Inácio, onde é preciso subir uns bons 15 minutos para chegar ao topo e ter aquela vista maravilhosa da foto de bandeja, está de prova) e dançar forró na véspera de São João nos bailes de Lençóis. Se julgam que o São João do Porto mobiliza muita gente, então não imaginam a confusão no Nordeste brasileiro à conta das festas joaninas.
Ponto três Chegar a casa é bom. Muito bom. Sobretudo porque consegui escapar às greves loucas dos controladores aéreos brasileiros, que têm deixado o país apeado nos aeroportos. O pior foi que, à chegada, me dei conta de que o trabalho deixado para trás continuava por fazer, à minha espera com um sorriso cínico nos lábios. E ai foi duro. Muito duro o regresso à normalidade.
Ponto quatro Não tive pachorra para assistir à Gala Maravilha (que de maravilha teve muito pouco a avaliar pelas gaffes, mas enfim...), mas espreitei para saber as eleitas em Portugal e no Mundo. Como disse mais do que um jornalista ali presente, esta iniciativa vale o que vale. Temos de pensar nela como uma estratégia de marketing e como uma curiosidade. Nesse sentido, fiquei feliz por o Cristo Redentor ter sido eleito - mas é o coração a sobrepor-se à razão, reconheço-o sem pudor. Parece que do outro lado do Atlântico (e também deste, eu votei), levaram a sério Lula e o seu slogan "Vota Cristo".
Ponto cinco Há coisas que são inevitáveis. E como inevitáveis que são, o melhor é despachá-las enquanto estão quentes. Eu e M. abdicámos de um domingo que estava melhor para a praia e fomos cumprir a nossa "obrigação" cultural (nós e mais umas largas dezenas de pessoas, que quiseram aproveitar ser à pala até dia 15). Está visto. O Museu Berardo, digo. Não me vou alongar a tecer considerações sobre o senhor nem se o país precisa ou não desta colecção. É um espólio considerável, a não desprezar em qualquer parte do mundo, mas não gostei de duas coisas: irrita-me que, de futuro, o CCB fique sem espaço para outras exposições maiores, caso da famosa World Press que era já um clássico ali; saí de lá também com a impressão de que o espaço e a disposição da colecção foram improvisados. Nota-se, à légua, que aquele espaço não foi pensado, de raiz, para acolher este espólio.
Ponto seis Sabe igualmente muito bem terminar uma tarde de sol virado para o rio, a ver literalmente os barcos passarem, deitar conversa fora e matar a sede. Só me arrependo de não ter bebido um mojito, mas a M. lançou-me um olhar reprovador. Afinal, ela sabe que não andei movido a água por terras de São Salvador.
18.6.07
A musa e o baiano

Confesso: a Luana Piovani já me encheu as medidas, ao ponto de certa vez - não me orgulho disto - ter arranjado maneira de a entrevistar em Nova Iorque a pretexto de uma guia que estava a fazer na altura. Enfim, o tempo passou e com ele foi-se parte do encanto. Continuo a achá-la linda , mas perdi a paciência, pois beleza não é tudo.
Estou habituado a ver Piovani ser notícia pelos piores motivos, mas, ultimamente, ela fez a chacota geral ao ter sido desmentida publicamente por Caetano Veloso, que negou ter sido ela a musa inspiradora de uma das suas músicas. A estória tem rendido rios de tinta e troca de galhardetes, mas Luana nunca deu o braço a torcer e foi mesmo ao cúmulo de, numa entrevista à revista Trip (edição de Maio), lavar a sua honra em praça pública: "Era um Deus e descobri que era um banana de pijama (...) Para mim ele morreu, está sepultado. Não posso acreditar que um cara de 65 anos faça uma galhofa dessa".
Mas eis que, agora, Caetano decide voltar atrás e admite: "Pela primeira vez vou dedicar essa música a Luana. Eu não a desmenti, como disseram. Há dois anos, quando compus a música, disse a ela que foi parcialmente inspirada nela. Mas Luana se precipitou e contou antes de me consultar". Não sei qual dos dois ficou pior no retrato, se a musa, se o cantor...
4.6.07
Hoje é segunda, mas ontem foi domingo
Despacho-me o mais que a preguiça domingueira permite, mas, ainda assim, chego cinco minutos atrasado ao ponto de encontro. M. aponta para o relógio. A seu ver, sou um caso perdido. E não estou a falar apenas de pontualidade.
A feira está concorrida. Atacamos primeiro os corredores do lado esquerdo, sabendo, de antemão, que os mais interessantes estão do lado direito (isto para quem vem do Marquês). Não vemos nada de muito transcendente, mas conseguimos comprar uma ou duas pechinchas - Ian McEwan ou Salman Rushdie a cinco euros são uma pechincha, bem como O Estorvo de Chico Buarque a quatro. A dada altura, vislumbramos um dos nossos primeiros patrões. Um tipo execrável, que gosta de pousar de bom samaritano para quem não lhe conhece os podres. Está precocemente envelhecido e pançudo. Não disfarçamos o risinho cínico.
Apetece-nos lanchar. Lisboa ao domingo parece um deserto (que o ministro Lino não me ouça!). O Café da Lanidor, que tanto jeito nos dava a meio da avenida, está fechado. Raios os partam. Engano M., que gosta muito pouco de andar a pé, e consigo que vá até ao Chiado. Barafusta, mas vai. A minha ideia é boa, mas, como (quase) sempre, tropeço na minha habitual desorientação. Mesmo na cidade onde nasci. Não consigo dar com a porra do largo onde é suposto ficar o café que quero mostrar a M. Quando o acho, está fechado. Para variar.
Nem tudo está perdido. Meio ao acaso, damos com um outro, também recente por aqueles lados, que se revela simpático. Instalamo-nos numa mesa junto a uma janela, aberta de par em par, virada para a rua. Está-se bem. Como já passa das sete e M. não gosta de chá - ninguém é perfeito! -, pedimos uma tábua de queijos. Ia bem um copo de vinho a acompanhar, mas M. vai conduzir a seguir e eu tenho sede. Bebo antes uma cerveja.
O resto da tarde vai-se por entre os dedos, entre um pedaço de parmesão, um cigarro e muita conversa. Nunca nos falta assunto. Brindo a isso.
Volto para casa sem fome. Na televisão passa um filme que já vi, mas que não me importo nada de rever. Traffic. Deixa-me a pensar na vida, mas não deprimido. Gosto de filmes assim.
Hoje é segunda-feira... mas, sabem que mais, ainda nem dei bem por isso.
1.6.07
Bom fim-de-semana (outra vez)!
Até parece que a semana passou a correr, mas não é bem assim... Enfim, a travessia do deserto acabou por durar mais do que o previsto, mas não há razões de queixa. Não faltaram oásis como porto de abrigo. Agora, mais um fim-de-semana à porta. O tempo promete. Aproveitem bem!
25.5.07
Bom fim-de-semana!

A travessia do deserto. O senso comum habituou-nos a encará-la como uma provação, um tempo de aridez nas nossas vidas. Acontece que eu adoro desertos. Sou mesmo fascinado por eles. Exercem em mim um efeito quase hipnótico. Logo, atravessar um deserto pode ser sinónimo de descoberta, de um tempo de reflexão. Sobretudo se tiver tempo para ficar quieto. O deserto é também um ponto de encontro. Pode até parecer que estamos sozinhos, mas não estamos. Outras almas errantes fazem igualmente a sua caminhada. E no deserto, porque todos querem e precisam sobreviver, nunca falta quem nos estenda a mão.
18.5.07
7.5.07
Segunda-feira

4.5.07
Bom fim-de-semana!
Tenham um bom fim-de-semana!
3.5.07
Um simples café
30.4.07
Bloody Monday!
Uma segunda-feira não o deixa de ser só porque, de repente, aparece espremida entre um domingo e um feriado nacional, mas lá que ajuda, isso ajuda.
Só mais uma coisa: descobri o fotógrafo Alan Keohane numa viagem a Marraquexe, que tive agora a alegria de reencontrar na Net (abençoada!), e fiquei fascinado pelo seu trabalho. Até me cansar, não se admirem de o ver por aqui nos próximos tempos.
27.4.07
Bom fim-de-semana!
Hoje acordei com saudade do que ainda não vivi, de quem ainda não chegou, dos lugares onde ainda não estive. Há dias assim, em que o hoje já não nos basta mais.
17.4.07
Post it!
- Tentar não ouvir mais de uma vez na rádio a música Chasing Cars, dos Snow Patrol. Gosto muito dela e não queria correr o risco de me enjoar de tanto a escutar. Será que dá para variarem um pouco de repertório, please?
- Arranjar coragem para me meter na fila dos impressos do Bilhete de Identidade. Sou tão organizado, mas tão organizado, que não contente em deixar caducar o B.I., também deixei caducar o passaporte... Logo eu que até não preciso de um nem de outro...
- Queimar mais umas calorias da Páscoa no ginásio. Sempre é melhor do que ficar em casa e, no meio de um zapping, ter o infortúnio de dar de caras com a dupla mais insuportável da televisão portuguesa (ainda pior que o Malato e a Merche Romero). Estou a falar da Rita Ferro Rodrigues e do Nuno Graciano. Sejam sinceros, é má vontade minha ou aqueles dois são mesmo do piorzinho que já nos apareceu pela frente nos últimos tempos?
- Mais um episódio de Oz na Sic Radical. Afinal, aquele canal sempre serve para alguma coisa desde que os Gatos Fedorentos se puseram a andar....
- Não posso perder mais um capítulo emocionante do folhetim "Sim, sr. engenheiro". Para hoje, os argumentistas, que bem puxam pela cabeça para nos manter colados ao ecrã, prometem revelações bombásticas. Diz-se que vai meter cofre blindado e tudo! Ena, ena, mas agora eu pergunto: não fizeram o mesmo com o final previsível de uma novela da TVI?
- Vem ai a segunda temporada da Floribella. Salve-se quem puder!
- Marcação no dentista ao final da tarde. Há melhor maneira de terminar um dia de sol? Qual quê, já me estou a ver deitado na cadeira, de boca aberta, com um tubo enfiado, a língua dormente e uma luz incandescente apontada aos olhos. Depois, o barulho da broca. Tudo em câmara lenta. Fecho os olhos. Pura magia.

- O mais importante de tudo: não me posso esquecer de desejar FELIZ ANIVERSÁRIO a uma amiga muito querida. Já nos conhecemos há anos, mais de dez se a memória não me atraiçoa. Ao longo do tempo, houve períodos em que mal nos vimos, mas nunca perdemos o contacto nem a afinidade. Miúda (só não coloco aqui o teu link porque não sei se gostarias...), que contes muitos! Sei que o melhor presente de todos já ganhaste (para quando a prometida festa de inauguração?), mas achei uma ilustração do Jordi Labanda que é a tua cara. Audrey Hepburn, eu sei que tu adoras, no seu melhor. Não te convido a tomar o pequeno-almoço no Tiffany's, mas levo-te, se quiseres, ao Majestic já no próximo sábado. Combinado?
26.3.07
Contas à vida
12.3.07
O regresso
8.3.07
Em stand-by

Hoje estou assim. Em stand-by. E não é por não ter nada para fazer. Pelo contrário, coisas para fazer e prazos a cumprir não me faltam. Mas estou à espera. À espera que o telefone toque. À espera de um e-mail revelador. À espera que se faça luz. Vou ou não vou? Faço ou não as malas? Estou pendurado, é o que é...
7.3.07
O que (ainda) não fiz e gostaria de fazer









9. Dançar um tango com pasión em Buenos Aires, Argentina.












