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23.11.07

Bom fim-de-semana!

Já nas bancas. Em breve poderão ler também aqui

16.11.07

Viena (5): noite

Donaustadt, Viena, D.R.


Comparada com muitas das exposições, permanentes ou temporárias, em cartaz no Museumsquartier, True Romance: Alegorias de Amor desde a Renascença até ao Presente, em exibição até 3 de Fevereiro na Kunsthalle, é manifestamente fraca. Mas é aqui que acabo por encontrar, num desses acasos que não o são, um bilhete que não resisto a ler. Chego até ele depois de vaguear, ao som da sacerdotisa do amor Björk, por entre corações psicadélicos, séries de borboletas de Damien Hirst ou filmes que almas mais sensíveis rotularão de hardcore. Pregado num mural, é dos poucos escritos em inglês e nele se conta, em poucas linhas, a estória de John e Angela. Dois anónimos que, numa variação à Paul Auster da eterna fórmula “boy meets girl”, se conheceram há cinco anos numa das discotecas mais famosas de Viena.
Estava John, britânico, encostado ao balcão do bar, atordoado pelo
Wiener Gemütlichkeit (easygoing austríaco) e por uns copos a mais, quando se aproximou uma bela rapariga austríaca. Ela deixou-lhe na mão uma mortalha com um número de telefone e desapareceu na neblina de fumo. Não trocaram uma palavra.Com medo de ter sido uma alucinação, John esperou pela luz do dia para mandar um SMS à misteriosa aparição: “Quem és tu?”. A resposta não tardou. Angela, assim se chamava ela, marcou um encontro para essa mesma noite. O primeiro de muitos. Estão juntos até hoje.

Rote Bar, Volkstheater, Viena, D.R.

Flex é a discoteca onde tudo aconteceu. Desemboco aqui já a madrugada vai alta ― e nem sequer é uma figura de estilo rebuscada, pois o Flex fica literalmente à beira rio, junto à ponte Augarten ―, depois de ter navegado por vários bares de Lerchenfelder Gürtel, a norte do sétimo bairro. Estou acompanhado do DJ Bastillo, que faz de cicerone e me facilita a entrada. Lugares como o Loop, o Mezzanin, o Rhiz ou o Chelsea dividem a cena com o que já foi, e ainda é, uma espécie de bairro vermelho de Viena, com prostituição à vista desarmada, mas o Gürtel está a regenerar-se graças a fundos comunitários.

Passage, Viena, D.R.

Bastillo faz parte de uma nova geração de músicos, produtores e DJ’s que tenta agora a sua sorte na cena clubber vienense, e não só, depois do boom que catapultou para o estrelato internacional nomes como Kruder & Dorfmeister, responsáveis por alguns dos remixes de sucesso de Madonna. Fumo de cigarro, presença incómoda mas incontornável, e produções à parte ― quem fizer questão de ver gente bonita e ambientes mais sofisticados, vai ter de bater à porta de lugares da moda como o Passage, o Rote Bar (no Volkstheater) ou o Volksgarten, junto ao Bairro dos Museus ―, o certo é que este roteiro noctívago mais alternativo, mas com enorme aceitação entre os mais jovens, leva-me a tomar contacto pela primeira vez com o conceito de Kippen.

Passage, Viena, D.R.

No fundo, trata-se, tão só, de nos deixarmos levar pela atitude da música, independentemente do seu estilo ― do funky ou do jazzy à electrónica. O segredo, ou a diferença, está no facto de o som made in Viena, por mais intenso e envolvente que seja, nunca atingir aquele limiar insuportável em que a cabeça começa a latejar. Talvez seja um conceito difícil de traduzir por miúdos, mas a sensação é, asseguro, boa.

Flex, Viena, D.R.

Comprovo-o, precisamente, na pista de um Flex à cunha. Não há muito a (d)escrever sobre o Flex ― o ponto alto do espaço, que lembra um porão industrial, são os rebuçados e chupa-chupas numa parede de vidro por cima dos urinóis. Interessa mesmo é que os melhores DJ’s se pelam para actuar aqui, que o seu sistema de som é tido como um dos melhores na Europa e que consegue a proeza de reunir debaixo do mesmo tecto o tipo certinho de gravata e o matulão com rastas até à cintura. Tem o seu quê de decadente e de transgressivo, mas parte ― grande parte, arriscar-me-ia a dizer ― da sua graça está mesmo ai. E depois, o amor acontece. Mesmo nos lugares mais improváveis. Ou não.

GUIA PRÁTICO

Quarto do Roomz Vienna


COMO IR
A SkyEurope opera, quatro vezes por semana, um voo directo entre Lisboa (partida à 01h30) e Viena (partida às 21h30) com preços desde 29 euros por cada trecho.

ONDE FICAR
Roomz Vienna
Paragonstrasse, 1
Tel.: 00431 7431 777
Diárias desde 59 euros para um hotel de design moderno situado no 11º bairro, a dez minutos de metro do centro histórico.

15.11.07

Viena (4): pessoas e lugares

Katrin e Sofia (fotografadas por Nuno Filipe Oliveira para a Rotas & Destinos)


Conheci a Sofia Podreka e a Katrin Radanitsch através do Nuno, que vive em Viena e já fotografou o trabalho destas duas jovens designers vienenses (como o original cabide à esq.), sócias na dottings, atelier dedicado ao design industrial, para várias revistas austríacas (e agora para a Rotas & Destinos, edição de Dezembro 2007). Quando chegámos ao seu atelier, instalado num andar cheio de luz, fui logo contagiado pela simpatia de ambas. A Sofia é mais extrovertida, a Katrin é mais tímida num primeiro contacto, mas foi ela que tomou a iniciativa, antes mesmo de nos sentarmos, de nos oferecer um café latte (com o devido copo de água, pois claro, que assim manda a cortesia austríaca!) e bolachinhas. Não foi nada complicado convencê-las a deixar-nos espreitar o seu caderno de moradas favoritas na cidade, que deixo agora aqui para quem interessar. Detalhe: as duas são grandes fãs das linhas dos anos 50 e dos grandes arquitectos austríacos, pelo que as suas escolhas reflectem isso mesmo.


Bed & Breakfast Martina Podreka, Viena, D.R.

DORMIR
Martina Podreka

Werdertorgasse, 15-20
Martina.podreka@chello.at
Bed & Breakfast, com design moderno, na Baixa vienense. Pertence a uma tia da Sofia.


Bed & Breakfast Martina Podreka, Viena, D.R.
ALMOÇO
Rebhuhn

Berggasse, 24
A “Perdiz” serve comida tipicamente austríaca.

Soho Kantine

Nationalbibliothek
Josefsplatz, 1
Café e comida tailandesa na Biblioteca Nacional.


Criações da Muhlbauer, Viena, D.R.

COMPRAS
Mühlbauer

Seilergasse, 10
Chapéus de todos os feitios para todos os gostos.

Moveis usados

Duas dicas: Glasfabrik e Lichterloh.

PAUSAS

Cafe Drechsler

Linke Wienzeile 22/Girardigasse 1
Reabriu em 2007 com decoração de Sir Terence Conran.

Fachada do Café Pruckel, Viena, D.R.

Café Prückel
Stubenring, 24
Fica frente ao MAK (Museu Austríaco de Arte Aplicadas) e passou por um período de degradação, mas agora está de novo na berra e a todos encanta pela sua atmosfera e decoração anos 50.

Zum Schwarzen Kameel
Bognergasse 5
Já Beethoven adorava a “Dália Negra”, uma casa muito elegante onde as senhoras bem postas de Viena adoram almoçar e lanchar. Deliciosas sandes frescas e bolinhos de perder a cabeça.

LAZER

Krieau

Nordportalstrasse, 247
Três discípulos de Otto Wagner desenharam um dos mais antigos hipódromos da Europa.

JANTAR

Palmenhaus

Burggarten
Fica numa estufa de Friedrich Ohmann, um dos mais belos exemplares de arte nova vienense, com serviço de bar e restaurante de cozinha austríaca moderna.

Expedit Bar
Wiesingerstrasse 6, com a Biberstrasse
Antigo armazém convertido em bar e templo da boa cozinha italiana.

Palmenhaus, Viena, D.R.

SAÍDAS
Loos American Bar
Kärntner Durchgag, 10
Desenhado por Adolf Loos, em 1903, é o preferido de muito jovens designers.

Volksgarten
Burgring, 1
Possui um clube nocturno da moda e um bar-anfiteatro, mas o preferido é o pavilhão de Verão, encerrado no Inverno, desenhado por Oswald Haerdtl em 1958, conhecido por “Bananas”.

Café da Palmenhaus, Viena, D.R.

14.11.07

Viena (3): perdições

Stephansplatz. Viena, D.R.

Seja qual for o nosso desígnio em Viena, dificilmente não cruzaremos, uma vez que seja, a Stephansplatz, onde está ancorada a Catedral de São Estêvão. Num dia de sol, ficamos ofuscados pelo telhado cintilante, revestido por milhares de ladrilhos, mas será sempre a sua agulha gótica, a 137 metros de altura, a guiar-nos os passos. Foi também aqui, no coração do primeiro bairro, onde o traçado apertado das ruas é próprio de uma Viena medieval, que se fez uma tentativa pioneira de lançar uma ponte entre o passado e o futuro. A Haas Haus, curvilínea e assimétrica, surgiu em 1990 pela mão de Hans Hollein e se, de início, muitos franziram o sobrolho àquela estrutura de vidro e mármore esverdeado ― e ainda assim terão sido mais comedidos do que o arquiduque Franz Ferdinand, que, em 1912, não teve sensibilidade suficiente para entender a escassez de ornamentos da Loos Haus ―, o facto é que agora já ninguém questiona a sua presença junto à catedral e o prédio passou mesmo a contar, desde 2006, com um design hotel, o Do & Co, nos andares superiores.


Demel, Viena, D.R.

Demel, Viena, D.R.


Os apreciadores do comércio tradicional e das boas marcas não desdenharão as vitrinas luxuosas do Graben e da Kärntnerstrasse. Apenas o excesso de néons interfere, a meu ver, na solenidade dos edifícios, mas é uma zona vibrante mesmo ao lusco-fusco. Transito para a Viena imperial, nas ruas em redor do complexo de Hofburg, onde ficavam os aposentos reais. Os turistas, com mantas nos joelhos, acenam nas carruagens que passam, mas artérias como o Kolhmarkt, que vai dar à Michaelerplatz, merecem ser calcorreadas para se desfrutar devidamente das várias lojas desenhadas pelo já citado arquitecto Hans Hollein. Já a fachada pomposa da confeitaria Demel foi encomendada a um discípulo do Atelier Vienense. A funcionar nesta rua desde 1888, a Demel faz-se cobrar pela tradição e pelo esplendor dos seus salões coroados por lustres. Na disputa pela autoria da torta Sacher, eu fico com a do hotel que lhe deu nome, mas as guloseimas da Demel são tantas e tão boas que até faço vista grossa à (longa) espera por uma mesa.


Demel, Viena. D.R.

13.11.07

Viena (2): museus

Leopold Museum, Viena, D.R.


Várias cadeiras, de design contemporâneo, incitam o visitante a sentar-se para melhor absorver os expressionistas austríacos amealhados por um coleccionador de excepção, Rudolf Leopold. Impressionam-me sobretudo os auto-retratos de Schielle e aquela que elejo como a minha obra favorita de tudo o que vi de Gustav Klimt: Morte e Vida. Sigo depois para o café do museu, mas aqui não sobram cadeiras livres... Espero e (quase) desespero ― dizem-me que é sempre assim, dia e noite.


Auto-retrato de Egon Schielle, D.R.


Morte e Vida, Gustav Klimt, D.R.

E o Leopold está longe de ser uma excepção no Museumsquartier, a dois passos do Hofburg, que fez do pátio interior das antigas cavalariças imperiais, onde antes se guardavam os coches, um ponto de encontro. Houve quem temesse que a arquitectura barroca do conjunto fosse sacrificada à modernidade fácil, mas hoje poucas ou nenhumas vozes se levantam para contestar o trabalho dos arquitectos Laurids e Manfred Ortner, autores do complexo onde figuram três museus, mas também restaurantes, lojas, livrarias e uma praça que vive agora pejada de pessoas a passear e, sempre que o tempo o permite, a apanhar banhos de sol nos módulos coloridos de fibra de vidro. Fala-se numa “revolução palaciana do século XXI”, que abriu caminho a novas intervenções no perfil conservador da cidade.


Vista aérea do Museumsquartier (ao centro), Viena, D.R.

Ao deparar-me com o cubo de basalto negro que dá guarida ao MUMOK (Museu de Arte Moderna) ― e a uma mostra magnífica, China facing Reality, até 10 de Fevereiro ―, não choro os 180 milhões de euros aqui investidos para criar um espaço maior do que Tate Modern de Londres, o Centre Pompidou de Partis ou o Getty Center de Los Angeles ― e que não esqueceu 100 descendentes dos moços das cavalariças, autorizados a habitar os apartamentos da ala reservada à administração.


MUMOK, Viena, D.R.


China Facing Reality, MUMOK, Viena, D.R.


O terceiro vértice do complexo é a Kunsthalle, instalada num edifício revestido a tijolos, que comemorou 15 anos de existência ao serviço da arte com mais de 125 exposições e dois milhões de visitantes. Terá maior ou menor interesse em função do que expõe, mas as suas duas lojas são óptimas ― na Lomo Shop, por exemplo, vende-se a lendária máquina de fotos instantâneas ―, bem como o restaurante, Halle, com design de Eichinger oder Knechtl, que, por si só, atrai muita gente. Fora do Museumsquartier, destaco o MUSA (Felderstrasse, 6-8), com uma a colecção de arte contemporânea desde 1945, por duas razões: uma nova galeria na reabertura; entrada livre.


Vista aérea da Museumsplatz, Viena, D.R.


12.11.07

Viena (1): cafés

Estou sentado num confortável sofá do Phil (Gumpendorferstrasse, 10-12), entretido a bebericar um cremoso café latte e a observar tudo à minha volta; dois hábitos de que não abro mão quando vou a um café e me deixo ficar ali, sem pressas. E pressa é algo que a etiqueta dos cafés vienenses não prescreve, pois podem muito bem dar-se ao luxo de cobrar quase três euros por um simples cappuccino ― que virá sempre, como é da praxe, acompanhado de um copo de água ―, mas, em compensação, ficarão o tempo que entenderem a ler jornais e revistas, a conversar ou, simplesmente, a ver a vida passar, como eu. Ninguém levará a mal e os vienenses, que há muito fazem valer essa prerrogativa, continuam a usar os seus cafés como ponto de encontro. Alguém disse um dia que “mais do que para ler um livro, os cafés de Viena são perfeitos para se escrever um”. Concordo, sobretudo agora que a maioria faculta Internet sem fios de graça, o que dá muito jeito a quem anda sempre com o laptop atrás.
O Phil pertence a uma nova geração de cafés, que fazem também as vezes de
showroom ― tudo ali está a venda, desde os livros e CD’s às poltronas onde nos sentamos ou as mesas onde pousamos a chávena ―, talvez por isso o ambiente seja mais descontraído e informal do que em cafés mais conservadores, mas respeita a tradição de, mais do que apenas vender café e refeições ligeiras, proporcionar igualmente uma programação cultural que pode ir da presença de DJ’s convidados a exposições de fotografia ou projecção de filmes. Com tanto por onde escolher, o difícil será não encontrarem um à vossa medida, mas entre os cafés “históricos”, que são muitos, destaco o Central, pela sua elegância, o Landtmann, o preferido de Freud e por continuar hoje a ter uma frequência muito cool, o Kleines, que pertence ao actor Hanno Pöschl, o Sperl, pelos seus strudels quentes, e o Hawelka, com uma estória deliciosa: durante anos, a sua proprietária foi a responsável por muitos “arranjinhos”, pois tinha por hábito sentar estranhos
à mesma mesa e ninguém se atrevia a contrariá-la!

26.10.07

Bom fim-de-semana

(Hundertwasserhaus, Viena, D.R.)

Parece uma casa de bonecas, mas não é. Foi feita para nela viverem pessoas e é uma das atracções de Viena. É para lá que vou já no domingo. Bom fim-de-semana para quem fica. Viagem de trabalho, é certo, mas há formas bem piores de perder um feriado!

24.1.07

Rapidinhas (1)

(WC1, Londres, direitos reservados)

Londres Estreou-se a 12 de Dezembro de 2006 e fica em frente ao armazém Selfridges, no número 439-441 da Oxford Street. O WC1 está aberto de segunda a domingo e, ao contrário do que o nome sugere, não é um WC comum. Trata-se antes de um espaço onde, a troco de €7,5 (com direito a desconto em compras superiores a €15 de produtos de aromaterapia), as senhoras podem sentar-se, relaxar, refrescar-se ou até mudar de roupa em grande estilo.


(Naomi Campbell no Rio, direitos reservados)

Rio de Janeiro O prefeito (presidente da Câmara) do Rio de Janeiro, César Maia, teve uma ideia luminosa: convidar a modelo Naomi Campbell, que por mais de uma vez já foi atracção do Carnaval carioca, como embaixadora da cidade no estrangeiro. Uma espécie de “divulgadora” das belezas da Cidade Maravilhosa, mas não falta já quem ache a associação infeliz, pois temem que o mau comportamento da modelo ― constantemente notícia por agressão ― sirva de pretexto para comparações e piadas com a violência do Rio de Janeiro!


(Bairro Vermelho, Amesterdão, direitos reservados)

Amesterdão O Bairro Vermelho dispensa apresentações, pois tornou-se um cartão postal em todo o mundo graças à forma como a prostituição é ali encarada dentro da lei. Assim sendo, nada mais justo, no entender da autarquia local, do que encomendar uma estátua em bronze que, a partir de finais de Março, vai ser colocada para homenagear as prostitutas. A imagem escolhida é a de uma mulher a olhar em frente e confiante no mundo, e pretende passar uma mensagem positiva sobre a coragem das profissionais do sexo.


(Palácio da Vila, Sintra, direitos reservados)

Tóquio O metro de Tóquio, numa iniciativa conjunta com a Embaixada portuguesa, lançou 300 mil exemplares de um novo bilhete. Até ai nada de novo não fosse esse bilhete trazer impressa uma imagem do Palácio da Vila, em Sintra. Este monumento, que está na lista do Património Mundial da UNESCO, não aparece por acaso, já que Sintra é uma das vilas mais visitadas em Portugal pelos turistas nipónicos.


(Paris Hilton, 2000, por David LaChapelle)

Viena Já todos estamos cansados de saber que a tradição não é mais o que era, mas havia necessidade de convidar a azougada Paris Hilton (a foto é de David LaChapelle e está em exibição, em Berlim, na Fundação Helmut Newton) para figura de destaque no famoso Baile da Ópera de Viena? Richard Lugner, um bem sucedido empresário da construção civil, achou que sim e quer tê-la, no próximo dia 15 de Fevereiro, no seu camarote, enquanto desfilam as debutantes com toda a pompa e circunstância. Afinal, e bem vistas as coisas, por que não? Por lá já passaram, também como convidadas de honra, Grace Jones, Joan Collins, Pamela Anderson ou Sarah Ferguson, todas elas igualmente mediáticas... e escandalosas.