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24.1.07

Rapidinhas (1)

(WC1, Londres, direitos reservados)

Londres Estreou-se a 12 de Dezembro de 2006 e fica em frente ao armazém Selfridges, no número 439-441 da Oxford Street. O WC1 está aberto de segunda a domingo e, ao contrário do que o nome sugere, não é um WC comum. Trata-se antes de um espaço onde, a troco de €7,5 (com direito a desconto em compras superiores a €15 de produtos de aromaterapia), as senhoras podem sentar-se, relaxar, refrescar-se ou até mudar de roupa em grande estilo.


(Naomi Campbell no Rio, direitos reservados)

Rio de Janeiro O prefeito (presidente da Câmara) do Rio de Janeiro, César Maia, teve uma ideia luminosa: convidar a modelo Naomi Campbell, que por mais de uma vez já foi atracção do Carnaval carioca, como embaixadora da cidade no estrangeiro. Uma espécie de “divulgadora” das belezas da Cidade Maravilhosa, mas não falta já quem ache a associação infeliz, pois temem que o mau comportamento da modelo ― constantemente notícia por agressão ― sirva de pretexto para comparações e piadas com a violência do Rio de Janeiro!


(Bairro Vermelho, Amesterdão, direitos reservados)

Amesterdão O Bairro Vermelho dispensa apresentações, pois tornou-se um cartão postal em todo o mundo graças à forma como a prostituição é ali encarada dentro da lei. Assim sendo, nada mais justo, no entender da autarquia local, do que encomendar uma estátua em bronze que, a partir de finais de Março, vai ser colocada para homenagear as prostitutas. A imagem escolhida é a de uma mulher a olhar em frente e confiante no mundo, e pretende passar uma mensagem positiva sobre a coragem das profissionais do sexo.


(Palácio da Vila, Sintra, direitos reservados)

Tóquio O metro de Tóquio, numa iniciativa conjunta com a Embaixada portuguesa, lançou 300 mil exemplares de um novo bilhete. Até ai nada de novo não fosse esse bilhete trazer impressa uma imagem do Palácio da Vila, em Sintra. Este monumento, que está na lista do Património Mundial da UNESCO, não aparece por acaso, já que Sintra é uma das vilas mais visitadas em Portugal pelos turistas nipónicos.


(Paris Hilton, 2000, por David LaChapelle)

Viena Já todos estamos cansados de saber que a tradição não é mais o que era, mas havia necessidade de convidar a azougada Paris Hilton (a foto é de David LaChapelle e está em exibição, em Berlim, na Fundação Helmut Newton) para figura de destaque no famoso Baile da Ópera de Viena? Richard Lugner, um bem sucedido empresário da construção civil, achou que sim e quer tê-la, no próximo dia 15 de Fevereiro, no seu camarote, enquanto desfilam as debutantes com toda a pompa e circunstância. Afinal, e bem vistas as coisas, por que não? Por lá já passaram, também como convidadas de honra, Grace Jones, Joan Collins, Pamela Anderson ou Sarah Ferguson, todas elas igualmente mediáticas... e escandalosas.

12.1.07

À boleia do Casino Royale (5)



Quinto e último post sobre o Casino Royale e os lugares que lhe serviram de locação. Foi um bom pretexto para várias viagens que me levaram, confesso, mais longe do que imaginaria à partida. E para o fim deixei o princípio. De propósito, é claro. Falarei, então, das cenas de abertura passadas em Praga e em Inglaterra.




Antes de começar a falar das locações que aparecem nas sequências iniciais do filme, não resisto, porém, a juntar mais uma curiosidade a respeito deste Casino Royale. Quando falei da passagem do filme em Montenegro, que é afinal Karlovy Vary na República Checa, mencionei que James Bond e Vesper Lynd realizam a viagem até lá a bordo de um luxuoso comboio de última geração. Pois bem, o trem filmado por fora (desconheço se o interior, que aparece na cena abaixo, é ou não uma simulação de estúdio) é um Alstom Pendolino CD 680 (na foto), um comboio de alta velocidade italiano. O certo é que, à boleia do filme, o Pendolino já inaugurou, a 10 de Dezembro de 2006, uma ligação regular entre a capital checa e Bratislava, a capital da Eslováquia.


(Vesper Lynd na cena em que viaja de Pendolino até "Montenegro", direitos reservados)


A cena de abertura do Casino Royale passa-se, assumidamente, em Praga. E assim é, com efeito. Assistimos ao nascer de James Bond, ou seja, ficamos a saber como é que ele se tornou um 007, um agente com licença para matar. Daniel Craig/James Bond é enviado pelo MI6 à capital checa para matar Dryden, um agente que traiu os serviços secretos e vendeu segredos. Antes disso, Bond havia já matado o seu sócio, Fisher, pelo que as duas mortes lhe valeram o novo estatuto. As cenas foram gravadas na Danube House, um dos primeiros edifícios modernos de Praga, que veio revolucionar toda uma antiga área de caminhos-de-ferro desafectada para a construção de um novo pólo de lazer e negócios na cidade. A praça Wenceslas e o rio Vlatva (na foto) foram outras das locações, bem como os estúdios onde foram gravadas cenas de que já falei em posts anteriores.


(Praça Wenceslas, em Praga, direitos reservados)


(Danube House, em Praga, direitos reservados)


Como a sede do MI6 está em Londres, é quase sempre garantido que todos os filmes do James Bond têm de incluir um ou outro apontamento na capital britânica. O Casino Royale não é excepção. Excluindo os casos de que já falei em posts anteriores, onde foram gravadas cenas em Inglaterra para simulações de estúdio, perseguições em pistas ou até o campo de rebeldes no Uganda, Londres aparece através de Westminster. Se o exterior do Parlamento Britânico não podia ser outro, afinal a torre do Big Ben é conhecida em todo o mundo, o certo é que a sequência em que se vê a Câmara dos Comuns, no interior do Parlamento, não foi gravada em Westminster. A locação escolhida para o efeito foi a fabulosa (e não há outra palavra para a descrever) biblioteca do Mosteiro de Strahov. Muitos dos que visitam a capital checa deixam de fora esta atracção, que não fica muito longe do castelo, o que é uma pena.


(Panorâmica do Colégio de Eton, Inglaterra, direitos reservados)


(Biblioteca do Mosteiro de Strahov, Praga, direitos reservados)


Este mosteiro, com as suas cúpulas verdes (na foto), foi convertido no Museu da Literatura Nacional, e a sua biblioteca (que vemos no filme) alberga uma valiosíssima colecção de primitivos manuscritos checos, o Novo Testamento de Strahov (do século X) e as obras do célebre astrónomo dinamarquês Ticho Brahe, entre outras relíquias. Outra sequência gravada em Inglaterra, que aparece quase no início do filme e mostra um jogo de críquete, foi filmada nos campos do nada mais, nada menos famoso Colégio de Eton. Esse mesmo, o colégio de elite onde estudaram os príncipes William e Harry.


(Big Ben sobre o rio Tamisa, Londres, direitos reservados)


(Cena do Casino Royale passada no apartamento de M., em Canary Wharf, direitos reservados)


Outra cena gravada em Londres é aquela em que Daniel Craig se introduz, à socapa, na casa de M. para mexer no seu computador e descobrir o paradeiro dos malfeitores. M./Judi Dench (na foto) acaba por surpreendê-lo e o espectador tem mesmo direito a uma bela perspectiva do apartamento, com uma espectacular vista a condixer. A cena foi gravada no edifício Canary Wharf. Acho curiosa a leitura que se pode fazer daqui. É que este Casino Royale acaba por ilustrar Londres recorrendo a dois dos seus maiores ex-libris, só que um é símbolo do passado e o outro do futuro ― mas ambos fazem já parte integrante da paisagem londrina de todos os dias. E se do Big Ben e do Parlamento Britânico pouco há a acrescentar, Canary Wharf , um dos arranha-céus mais altos da cidade e símbolo por excelência da renovação que tomou conta da capital britânica desde há uns anos, remete-nos para as Docklands e para o príncipe Carlos. Durante muito tempo, este apôs-se ferozmente à arquitectura moderna que estava a mudar o perfil da Londres tradicional, tendo chegado mesmo ao ponto de falar de um dado projecto como "um furúnculo no rosto de uma velha amiga", mas o certo é que as antigas docas londrinas são agora, e cada vez mais, um centro nevrálgico de inovação e de progresso. Não por acaso, já uma aventura anterior da série Bond, com Pierce Brosnan, tinha feito filmagens junto ao maior sistema de docas fechadas do mundo, que fica também ali.


(Canary Wharf na Isle of Dogs, Londres, direitos reservados)


22.12.06

Natal no Mundo (9)

(Iluminações de Natal em Londres, direitos reservados)

Londres possui uma forte tradição nesta quadra, sendo recorrente como cenário para muitos filmes e contos alusivos a esta época. Um pouco por todo o lado, a cidade aposta forte nas iluminações de rua, nos mercados e nos ringues de patinagem no gelo (actualmente, o mais famoso é o da Somerset House, no Strand), mas armazéns famosos como o Harrods fazem questão de, todos os anos, surpreender os transeuntes com decorações natalícias planeadas até ao mais ínfimo pormenor. A enorme árvore de Natal de Trafalgar Square (na foto), oferecida pela Noruega como é da praxe, não chega a ser tão mediática como a de Nova Iorque, mas é um cartão postal incontornável. Mais informações aqui.
Este ano, porém, Londres está a deixar um amargo de boca devido às graves condições climatéricas registadas nos últimos dias (ler mais), o que obrigou, só hoje, a cancelar mais de 350 voos em Heathrow, um dos maiores aeroportos do mundo e a mais importante placa giratória de passageiros em trânsito. Estima-se que mais de 40 mil pessoas tenham sido afectadas por este contratempo, correndo algumas delas o sério risco de não chegarem a tempo de passar o Natal nos seus destinos. Segundo informações mais recentes, prevê-se que nos dias 23 e 24 de Dezembro a situação normalize.

20.12.06

Hoje, Londres acordou assim...

Queixem-se do frio, mas, ao menos, em Lisboa ainda vemos muitos palmos à frente do nariz. Em Londres, para variar, hoje o dia acordou nublado. Normal, não fosse o nevoeiro tão intenso que já forçou a British Airways (BA) a cancelar um total de 160 voos de rotas europeias de e a partir do aeroporto de Heathrow. O pior é que não se prevê uma melhoria do estado do tempo nas próximas horas, pelo que os atrasos e cancelamentos não se devem ficar por aqui. Aliás, não é só a BA a ser afectada. O Controlo de Tráfego Aéreo implementou restrições no número de aviões autorizados a aterrar e levantar voo, por hora, no aeroporto, pelo que todas as companhias ali presentes tiveram de operar a 50 por cento da sua capacidade normal durante todo o dia. As companhias aéreas estão a proceder a reembolsos dos voos cancelados a quem assim o deseje. Se vão voar de ou para Londres, o melhor é consultarem links como o da BA.