9.3.07

Bom fim-de-semana!


Era suposto embarcar amanhã numa viagem de última hora, que me levaria de volta ao Inverno e ao frio. Seria uma oportunidade de ver, pela primeira vez este ano, neve a valer. Não posso dizer que fiquei desapontado. A viagem deverá acontecer na semana que vem, talvez, por isso ainda tenho tempo.


(Jacintos, direitos reservados)

Mas, em vez disso, vou, como previsto, zarpar para Azeitão, onde me espera o sol e uma Primavera prestes a despontar sob a forma de jacintos, narcisos, jarros, tulipas.
Tenham um bom fim-de-semana!

8.3.07

Em stand-by


Hoje estou assim. Em stand-by. E não é por não ter nada para fazer. Pelo contrário, coisas para fazer e prazos a cumprir não me faltam. Mas estou à espera. À espera que o telefone toque. À espera de um e-mail revelador. À espera que se faça luz. Vou ou não vou? Faço ou não as malas? Estou pendurado, é o que é...

7.3.07

O que (ainda) não fiz e gostaria de fazer

Sem pensar muito no assunto, consegui chegar a 12 coisas que (ainda) não fiz em viagem, mas que gostaria, e espero, fazer um dia. Poderia acrescentar muitas mais à lista. É um bom exercício. Aconselho.



1. Voar de balão. Pode ser nas planícies alentejanas, em Portugal, pode ser sobre os castelos do Loire, em França, pode ser nas savanas de África.



2. Assistir a um amanhecer em Angkor, Camboja



3. Assistir a um Pôr-do-sol em Ayers Rock, Austrália



4. Ganhar coragem e saltar, de uma vez por todas, num voo duplo de asa delta no Rio de Janeiro, Brasil



5. Apanhar banhos de sol e distrair as vistas na piscina do hotel Delano, Miami



6. Desfilar na Marquês de Sapucaí, Rio, uma vez na vida, ainda que fantasiado de periquito ou de crioulo louco.



7. Sentir-me esmagado ante a beleza avassaladora do glaciar Perito Moreno, Patagónia



8. Ir ao El Bulli, de Ferran Adriá, e ficar com opinião própria sobre um dos melhores restaurantes do mundo em matéria de cozinha experimental.



9. Dançar um tango com pasión em Buenos Aires, Argentina.




10. Encher os pulmões com o ar da Amazónia e concluir que nem tudo está perdido.



11. Sentir-me lost in translation no caos de Tóquio, Japão.



12. Acampar no deserto, com direito a céu estrelado e fogueira à noite.

6.3.07

Perdições (10)

(Club Sandwich, direitos reservados)


Não se sabe ao certo quando e quem inventou o Club Sandwich ― há quem aponte a data de 1894, altura em que terá aparecido pela primeira vez no Saratoga Club-House, um clube de jogo só para cavalheiros no estado norte-americano de Nova Iorque ―, mas só tenho a agradecer. Bendita invenção. Não há praticamente hotel ou resort do mundo, onde não exista uma versão desta portentosa sanduíche. Tornei-me fã ― e não estou sozinho nesta mania, pois consta que Wallis Simpson, a mulher que levou Eduardo VII a abdicar do trono britânico, se tornou exímia na sua preparação ―, ao ponto de trocar várias vezes uma refeição convencional por um bom Club Sandwich. Também já perdi a conta às vezes em que, chegado às tantas da noite e faminto, abro o livro do Room Service e nem me dou ao trabalho de ler todas as opções até ao fim, pois já sei o que me apetece. Na sua versão original, o Club Sandwich é feito em dois níveis, separados por fatias de pão ligeiramente tostadas, recheado com peito de frango ou peru, bacon crocante, fatias de tomate e folhas de alface. Tudo unido por maionese. A sanduíche deve apresentar-se cortada em quatro partes triangulares. Vem geralmente acompanhada de batatas fritas. Já provei versões melhores, versões piores, já paguei mais do que seria justo por algumas, mas houve uma que me marcou, pois substituía a maionese, de que nem gosto particularmente, por creme de abacate. Uma delícia que, se não estou equivocado, comi durante um almoço rápido num hotel, o Coral Reef, da ilha caribenha de Barbados. Escusado será dizer que associo o Club Sandwich a viagens.

5.3.07

Viajando...

(direitos reservados)

Certo dia, ouvi José Saramago, a quem admiro como escritor e nem por isso como persona pública, dizer que distinguia o turista do viajante da seguinte maneira: enquanto o primeiro só se preocupa em tirar uma fotografia dos lugares por onde passa rapidamente, o segundo está mais interessado em reter impressões.
Concordo, embora esteja seriamente convencido de que os grandes viajantes como Bruce Chatwin, de quem guardamos uma visão romântica, são cada vez mais passado e que, hoje, a grande maioria de nós não passa de turistas. O que não é mau. Melhor, não tem de ser mau. Acho, sinceramente, que um turista não tem de ser, necessariamente, um ser desprovido de curiosidade ou respeito pela cultura e pelos usos do outro.
Aliás, assumir que se está de passagem pode ser muito mais honesto, e inteligente, do que fingir que chegámos para ficar ou que queremos tornar-nos naquilo que não somos nem nunca seremos. Já para não falar que, não raras vezes, quem está de fora, assumidamente de fora, consegue ver coisas que escapam a quem está dentro.
Seja como for, a mim, o que me interessa mesmo numa viagem é que ela não se esgota num único olhar nem se conta de uma só maneira.

2.3.07

Bom fim-de-semana!

(Marilyn Monroe fotografada por Eve Arnold, direitos reservados)

Porque há imagens que dispensam palavras. Porque há atracções que não se explicam. Porque há pessoas que morrem, mas continuam vivas. Porque sim. Porque me apeteceu.

1.3.07

As novas maravilhas do mundo (3)

(Ponte Pedro e Inês, Coimbra, direitos reservados)

A Coimbra do choupal, do Mondego e dos estudantes de batina tem agora, desde o passado dia 26 de Novembro, uma nova ponte pedonal em homenagem aos amores de D. Pedro e D. Inês de Castro. Mas não julguem que se trata "apenas" de mais uma banal ponte. A imprensa estrangeira, mais até do que a nacional, que tem feito vista grossa, não poupa nos elogios à obra de engenharia de Cecil Balmond, antigo colaborador do holandês Rem Koolhaas (o autor da Casa da Música, no Porto), e já a consideram um novo ícone da arquitectura contemporânea. Um motivo a mais para voltar a Coimbra um dia destes.