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1.10.07

À vista

(Guggenheim Bilbao, D.R.)


Nova viagem de trabalho à vista.
Graças a ela vou poder regressar a uma das minhas cidades de eleição em Espanha: Bilbau. Desta vez, porém, espero ter oportunidade de explorar também outros pontos do País Basco. Será igualmente um bom pretexto, espero, para revisitar a arquitectura de Frank O. Gehry. O Guggenheim, em forma de flor metálica, já eu conheço, mas é sempre um acontecimento, sobretudo agora que comemora dez anos de existência. Mas, curioso mesmo eu estou é para espreitar, finalmente, o hotel Marqués de Riscal, que parece ter aterrado na região espanhola de Álava, onde se produz o Rioja.
Para além do traço ondulante de Gehry, por si só uma atracção pelo contraste que forma com as adegas desenhadas em 1958 por Ricardo Bellsola, o Marqués de Riscal possui apenas 43 quartos e suites, divididos em dois edifícios ligados por uma ponte pedonal suspensa. Situado na aldeia medieval de Elciego, a pouco mais de 100 km de Bilbau, em plena vinha dos herdeiros do Marqués de Riscal, o hotel aposta na exclusividade do design e na alta tecnologia (há acesso WIFI à Internet em todas as áreas).
Ainda não será desta que ficarei ali hospedado, mas de um bom almoço não me livro - Francis Paniego ganhou em 2004 a sua primeira estrela Michelin com a sua cozinha de fusão
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(Marqués de Riscal, D.R.)

14.6.07

O que é que a baiana tem?


Vinicius, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa, todos eles já cantaram as belezas da Bahia. E o que tem a Bahia de tão especial? Para começar, uma capital que os portugueses entenderam baptizar de São Salvador da Baía de Todos os Santos, já que foi fundada a 1 de Novembro de 1549. Vem-lhe provavelmente daí a sua tendência natural para o sincretismo religioso e a sua propensão para a miscigenação cultural ― dessa união nasceu uma cultura única e um ponto de confluência no Brasil.

Para os que julgam que sumi, confesso apenas que me deixei levar pela preguiça entre dois feriados e pus-me ao largo. Sim, cheguei a sonhar com férias nesta altura do ano, mas as coisas nem sempre acontecem como queremos. Vai daí, na passada sexta fui surpreendido por um convite de última hora. É trabalho, mas não deixa de ser (também) um gosto. Embarco muito em breve.