
Faltam apenas 2 dias para sair 2006 e entrar 2007. Quem chegará primeiro, quem chegará por último? Aqui faz-se a contagem ao segundo.
Reiquiavique
(Fogos de fim de ano, Islândia, direitos reservados)
Aos nossos olhos, a Islândia, essa terra de gelo e fogo, permanece como uma espécie de “mundo do fim do mundo” (acho que Luis Sepúlveda não levará a mal por lhe tomar emprestado o título de um dos seus romances). Remoto, sim; incivilizado, nunca. Muito longe disso, como já o provou a cantora Björk e o facto da sua população possuir uma das taxas de leitura mais elevadas do planeta. Vai daí, lembrei-me, como será a passagem de ano em Reiquiavique, a capital? Gamlarskrold, perdão? É assim que chamam à passagem de ano, mas não percam muito tempo a tentar soletrar o que é (quase) impronunciável, pois os bons dos islandeses não ligam muito… Festivos como são, preocupam-se mais em juntar os amigos à volta de uma grande mesa e depois saem pela cidade em busca das várias, e enormes, fogueiras que alumiam o breu e aquecem os corações. Diz-se ser um costume que já vem da Idade Média e a mim parece-me uma ideia simpática. De resto, os habitantes da cidade têm um fascínio especial por fogo de artifício ― e, curiosamente, ou talvez não atendendo ao seu apurado sentido de ética, não possuem nenhuma lei que regule o seu uso, pelo que cada um pode estoirar quantos quiser ― e por beber, pelo que os bares e clubes não têm copos a medir pela madrugada fora. Falta-lhes, quiçá, o calor do Sul, mas têm ou não a sua piada?