Gosto da Madeira. Tenho dela uma das minhas primeiras recordações de viagem fora de Portugal continental e, já adulto, tive oportunidade de voltar ali e de me encantar de novo com muitas das peculiaridades da sua cultura e da sua geografia. Por isso mesmo, acho que a Madeira merecia mais do que ser notícia no 1º de Maio por dois factos lamentáveis.
Um deles, infelizmente, já não é novidade para ninguém, Alberto João Jardim, não contente com o descerrar ensandecido de placas inaugurais, continua a brindar-nos com pérolas como esta: a oposição ao PSD/PPD na Madeira nunca irá a lugar nenhum enquanto for feita por "pé de chinelos" e "gente rasca". Pois eu, que sou social-democrata assumido, digo que é uma pena, pois seria com enorme gosto que assistiria à sua derrota eleitoral.
O segundo caso do dia, da lavra do Dr. Paulo Portas, também não deixa de ser menos preocupante; dele, ao menos, eu sempre esperava que tivesse mais noção do peso das palavras. No seu discurso a propósito da data, saiu-se com esta: «para nós CDS/PP trata-se de um festejo que acarinhamos. Nós acreditamos no valor do trabalho. Nós acreditamos que o trabalho liberta». Nada a opor não fosse o "trabalho liberta" um dos slogans nazis mais repetidos nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Paulo Portas pode ser muita coisa, mas não é desinformado nem um alienado, logo não se aceita que tenha incorrido num erro tão grosseiro por mera desatenção. Um acto tão mais infeliz quando Portugal foi palco há pouco tempo de manifestações de extrema-direita que a todos nós, cidadãos de bem, envergonham.
Um deles, infelizmente, já não é novidade para ninguém, Alberto João Jardim, não contente com o descerrar ensandecido de placas inaugurais, continua a brindar-nos com pérolas como esta: a oposição ao PSD/PPD na Madeira nunca irá a lugar nenhum enquanto for feita por "pé de chinelos" e "gente rasca". Pois eu, que sou social-democrata assumido, digo que é uma pena, pois seria com enorme gosto que assistiria à sua derrota eleitoral.
O segundo caso do dia, da lavra do Dr. Paulo Portas, também não deixa de ser menos preocupante; dele, ao menos, eu sempre esperava que tivesse mais noção do peso das palavras. No seu discurso a propósito da data, saiu-se com esta: «para nós CDS/PP trata-se de um festejo que acarinhamos. Nós acreditamos no valor do trabalho. Nós acreditamos que o trabalho liberta». Nada a opor não fosse o "trabalho liberta" um dos slogans nazis mais repetidos nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Paulo Portas pode ser muita coisa, mas não é desinformado nem um alienado, logo não se aceita que tenha incorrido num erro tão grosseiro por mera desatenção. Um acto tão mais infeliz quando Portugal foi palco há pouco tempo de manifestações de extrema-direita que a todos nós, cidadãos de bem, envergonham.

