
Ian McEwan foi-me dado de presente. Ou melhor, a possibilidade de descobrir Ian McEwan como um dos meus escritores favoritos foi-me proporcionada por alguém que, um belo dia e a propósito de nada, resolveu oferecer-me Amesterdão. De início, estranhei, demorei um pouco a render-me ao seu estilo, mas quanto mais lia, mais fascinado ficava com a sua narrativa escorreita e sem floreados. E não só. Fico maravilhado com o trabalho de pesquisa que sustenta cada uma das suas obras, um preciosismo quase digno de ourives, e que me faz acreditar piamente no neurocirurgião de Sábado ou no cenário de guerra de Expiação. Agora estou a ler Na Praia de Chesil e sei que, uma vez mais, não me decepcionarei.
